Paulinho Stachowiak, um homem em “Evidência”
Ele se formou em educação física, mas, a vocação para o turismo falou mais alto e hoje Paulo Roberto Baptista Stachowiak responde por uma das mais badaladas agências de turismo de Ponta Grossa, a Evidência. Apaixonada pelos filhos, Maria Eduarda e Guilherme, pela esposa Márcia, ele sempre encontra um tempinho em sua concorrida agenda para ficar junto da família. Projetos no turismo são vários, tanto à frente de sua agência, como defendendo os interesses da população ponta-grossense no Convention & Visitours Bureau.

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Paulinho, como foi essa sua mudança de Educação Física para Turismo? Comecei a atuar na área de educação física no início da minha faculdade de Turismo, em 1985, como estagiário no Colégio Sepam e Sagrada Família. Em 1986 fui efetivado no Sagrada Família, onde trabalho até hoje, porém não mais na área de educação física. Há um dado momento, tivemos a idéia de criar um investimento privado. A primeira idéia era uma academia de natação, mas logo apareceu a oportunidade da agência de viagens. A partir disso, sentiu-se a necessidade de estudos na área e acabei fazendo mestrado na área de turismo e hotelaria. Comecei a dar aula como professor colaborador primeiro, depois como efetivo da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Hoje também atuo como professor de Turismo e Hotelaria em faculdade particular de Itararé (SP) e no Sagrada Família no cursinho pré-Vestibular. |
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Você começou com uma agência de rede, para depois partir para uma empresa exclusivamente sua. Porque essa mudança? A Evidência veio porque, em um certo momento da Karamgatur, uma agência conhecidíssima, com base em Curitiba, acabou voltando-se mais para a área de cursos e eventos no exterior e nós não poderíamos segmentar o mercado em Ponta Grossa, abrindo uma agência somente para a área de cursos e eventos. Logo, continuaríamos com o turismo e também, agregado a isso, os cursos e intercâmbios no exterior. Quando a Karamgatur, por meio da Esquema Internacional, que era a empresa coligada à Karamgatur Curitiba, tomou essa decisão de dar maior ênfase nos cursos, nós nos desvinculamos à essa empresa de Curitiba e fundamos, na realidade, demos uma continuidade, com uma adaptação do nome, porque não usaríamos mais o nome da Karamgatur, isso de 99 a 2000. |
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Hoje é notável uma personificação natural nas agências. Não se fala, vou comprar uma passagem, um pacote na Evidência, mas sim, com o Paulinho. Isso é o resultado de um trabalho de campo, essa empatia com o público? Na verdade, no Turismo a gente diz que os técnicos estão sendo trocados pelos consultores. Hoje, na verdade, você tem que ter em uma agência de viagem um consultor em turismo. Aquela pessoa que entre conversar com você e você explore os desejos dos clientes do começo ao fim, não simplesmente fazer a venda do bilhete aéreo ou fazer a venda de uma diária ou reserva de hotel. Então, esse aspecto de consultoria, faz essa personificação ou essa personalização do atendimento e as pessoas passam só não a mais comprar das empresas, mas também das pessoas das empresas. O atendimento da pessoa para a pessoa faz um diferencial que internet, por exemplo, não resolve, pois a pessoa vai acabar precisando da hotelaria, do transporte, do transfer in e out, dos passeios enfim, que a internet não pode oferecer. |
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Ponta Grossa acordou para o Turismo ou ainda falta muita coisa? Há pouco tempo, éramos uma cidade sem ponto de referência. Isso, digo pelo que era dado na televisão, que, quando se falava em Vila Velha, dizia-se a 80 quilômetros de Curitiba e não a 20 de Ponta Grossa. Depois, com a mudança, até mesmo a vinda da Rede Globo para Ponta Grossa, isso mudou. O ponto de referência passou a ser Ponta Grossa. Acontece que Curitiba se desenvolveu turisticamente muito rápido e com uma competência muito grande. Temos nossos potenciais. O principal ponto de referência de Ponta Grossa continua sendo Vila Velha, mas, na minha opinião, houve um trabalho de revitalização que não acarretou em atratividade maior. A atratividade de Vila Velha é a própria Vila Velha, mas o turista tem que vir para cá, achar conforto, achar segurança, achar tranqüilidade para sua estada. E isso não foi dado às pessoas em Vila Velha. Um dos maiores atrativos de Vila Velha é o elevador de Furnas e ele está desativado. Já estamos com uma excelente rede hoteleira. Precisamos de discussões que ocorram de maneira mais rápida. Precisamos fazer como todas as cidades com potencial turístico fazem, ou seja, fazer com que as pessoas venham a negócios, que hoje é o grande foco do turismo, mas acabem permanecendo e aproveitando dos Shoppings Centers, que é o ponto de referência das pessoas que vêm de outras cidades, e daí tragam suas famílias ao final de semana, vão até o cânion porque não dizer, Vila Velha, Mosteiro da Ressurreição e outros atrativos. Estamos no caminho certo. Vontade política já se mostrou e tudo no turismo começa com a vontade política. |
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É fato que dono de agência sempre viaja muito, não? O que você tem de relatos bacanas, lugares que foi visitar, que ficaram na memória e que costuma indicar a amigos, clientes... Pensa-se que dono de agência de turismo viaja muito, mas não é bem assim. Na verdade, os relatos melhores que se tem de viagens, depende da característica da viagem. Para quem quer esqui, aqui na América do Sul, indico de olhos fechados o Thermas de Chilán, no Chile. Serras Gaúchas, no inverno é um ponto de referência muito bom. Sem dúvida algum, o Nordeste brasileiro, com suas praias, belíssimas praias e preços atrativos, a começar por Porto Seguro. Destinos internacionais, tenho destacado muito e tenho feito com que muitas pessoas abram os olhos para a África do Sul. Destino que já começou a um bom tempo a ser procurado. A Europa hoje, com maior facilidade de entrada que os Estados Unidos, isso tem levado muita gente na decisão da viagem a ir para a Europa. Os Estados Unidos têm a dificuldade no processo de solicitação de visto. Mas, aquelas viagens mais ligadas ao capitalismo, consumismo, vão escolher sempre os Estados Unidos que também têm excelentes destinos na costa Oeste e costa Leste, além de Disney com grande destaque. |
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Nesses 10 anos de agências, qual destino que mais marcou você? Volto a repetir, sem dúvida nenhuma, África do Sul. Destino que reúne diversos atrativos, diversas possibilidades, e que, isso para mim, é a viagem que marcou mais. |
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E como é a vida do paizão Paulo? Nessa correria de agência, faculdade, cursinho, projetos... Dá para conciliar bem a vida familiar? Tem que ter uma agenda muito bem organizada. Não se pode esquecer nunca do lado família. Temos que guardar um tempo para a Maria Eduardo, um tempo para o Guilherme, um tempo para a esposa Márcia, um tempo também para cuidar do restaurante (Paulinho ainda é proprietário do restaurante Monte Líbano), que está na rota da agenda diária, cuidar da agência, organizar as aulas e prepara-las. Tudo isso colocado no papel, colocado na agenda e organizado na semana, a gente consegue conciliar. Agora, não vejo de lado nunca essa minha estada com meus filhos. Não troco isso por nada. Já fui chamado para alguns cursos e acabei negando convites para poder ficar em alguma data especial, Dia dos Pais ou alguma data com meus filhos, que é uma coisa para mim muito importante. |
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Rapidinhas Um carro: de sonhos, uma Ferrari. De consumo, o meu. Perfume: Hugo Boss Não saio de casa sem: ter tempo determinado para tudo.
Organizar o que vou fazer.
Um relógio: rolex
Um programa para fim de semana: Brincar com filhos, cinema, algo
ligado à culinária, um churrasco
Um livro: O Código Da Vinci
Sinto Saudades: da minha vó. |
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