Emerson Ernani Woyceichoski
Ponta-grossense, filho de descendentes de poloneses e árabes, o advogado criminalista Emerson Ermani Woyceichoski é um dos nomes mais respeitados em sua área não só no Paraná, como em todo o Brasil. Defensor de causa polêmicas, Emerson seguiu para a área criminal inspirado em um ideal de justiceiro. Tanta perspicácia lhe garantiu a posição de presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) seccional Ponta Grossa por duas gestões (1995-96 – com extensão por mais um ano –, e 2000-2003). Apaixonado por futebol, realizou neste ano, outro sonho de menino, acompanhar de perto a Copa do Mundo, em tour com a família pela Alemanha. Profissional realizado, Emerson acumula vitórias nos tribunais e sabe bem distinguir o bandido do mocinho.

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Existe ainda muito preconceito quando se refere à área criminal, especialmente pelo chavão criado dentro das próprias faculdades de Direito do “advogado de porta de cadeia”? Em razão dessa famosa frase do “advogado de porta de cadeia”, o advogado da área criminal sempre é alvo de críticas. Mas, hoje se tem o “advogado de porta de hospital” e tantos outros, “advogados de porta de penitenciária”. Então, essa é uma situação que, com toda a sinceridade, nunca me afligiu, porque o advogado tem que agir corretamente e me propus a fazer um trabalho sério. Tenho vários colegas que hoje são advogados, juízes, promotores, que sabiam da minha determinação em ser um advogado criminalista. |
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Como consegue distinguir o mocinho do bandido? Porque em primeira instância, todo mundo é inocente...
Acontecem todas as situações. Mas sempre digo que o advogado é o primeiro juiz da causa. Pelos anos de experiência, quando você senta para conversar com uma pessoa, não vou dizer que tenha 100% de acerto, mas você sente se essa pessoa está falando a verdade ou não. Não vou dizer que defendo somente inocente, mas às vezes posso, dentro do Direito, dentro do que é justo, por exemplo, desqualificar uma situação. Ou ver para a pessoa o que é menos dramático, uma pena menor e tudo isso sempre com meus clientes é falado abertamente. O advogado ou qualquer outro profissional, precisa receber valores. Mas, nem tudo na vida é o dinheiro. Tem uma coisa chamada honra e dignidade que está muito acima do dinheiro. |
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Nos casos mais polêmicos, chegou a ser alvo de ameaças? Como agiu? Em duas situações pelo menos, houve ameaças bastante sérias, que estava atuando em processo de cassação de prefeito. E, quando envolve política, principalmente em cidades menores, essa questão da ameaça é uma tônica. Não digo que não causa um temor, porque causa. De verdade, ela te tira um pouco a paz de espírito. Mas, se eu decidi ser um advogado criminalista, não poderia ter o medo como um imperativo. Sempre acho que ninguém morre na véspera e isso sempre enfrentei com a maior tranqüilidade. Nunca deixei de fazer alguma coisa por uma ameaça ou um temor qualquer que fosse. |
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Sua vida é dividida entre Ponta Grossa e Curitiba. Possui trabalhos na capital. Por que escolheu Ponta Grossa para sede de seu escritório? A situação iniciou porque fui assessorar o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho, em meados de 1993. Meu filho mais velho queria fazer engenharia mecânica. Aqui em Ponta Grossa até hoje não existe o curso. Logo, minha esposa optou por ficar por lá. Já tive oportunidade de abrir escritório em Curitiba, mas eu gosto daqui. Me sinto bem e realizado profissionalmente. Já são 12 anos nesta situação. Logo, já me habituei. Divido a vida da seguinte maneira: de segunda à sexta, não tenho horário para almoço, para o jantar... Me dedico ao trabalho. Sábado e domingo me dedico à família. Acho que é uma questão de você encontrar um ponto de equilíbrio. |
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Filho de comerciantes acabou optando pela sólida carreira no universo jurídico. Emerson, como descobriu essa sua vocação para o Direito? Desde muito cedo, ainda quando menino, ao assistir algum filme, observava que as pessoas em razão de ter um direito e para ser reconhecido o mesmo, precisavam da figura do advogado. Gostava de ver a pessoa sendo defendida, ser demonstrada a sua inocência ou a sua não-participação. Acho que isso me entusiasmou e eu sempre quis, além de passar pelo Exército, me dedicar à área de advocacia. |
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