Maria Cândida : muito além da notícia
Há 15 anos a paulistana Maria Cândida estabelece, dia após dia, laços de fidelidade com o espectador. Formada pela PUC de São Paulo, em 1992, trabalhou como repórter e apresentadora na Rede Globo, SBT, Bloomberg de Nova York, e na World Report, da TV americana CNN. Atualmente aparece na telinha como apresentadora do ‘Programa da Tarde’, na Rede Record, e da Record Música, na Record News. A loira também é famosa por entrevistar grandes estrelas mundiais, como Denzel Washington, Brad Pitt, Tom Hanks, Nicolas Cage, Nicole Kidman, John Travolta, Uma Thurman, Sandra Bullock, Samuel L. Jackson, Keanu Reeves, Arnold Schwarzenegger, Ben Affleck, Christopher Reeve, Will Smith, Halle Berry, Matt Damon, Demi Moore e Cameron Diaz (ufa!). Descontraída em relação à fama, sempre simpática e bem-humorada, a mãe de Lara e esposa de Oscar Ungarelli Neto deu um tempo na sua agenda para atender à Frizz. Confira. As fotos são de Priscila Prade
BAtualizado em:02/02/2009

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Você já quis ter outra profissão que não à de jornalista e apresentadora? Desde novinha, com os meus 17 anos, eu já tinha definido que seria jornalista. O que jamais imaginava e que se revelou uma surpresa para mim foi essa passagem para a carreira de apresentadora migrando do núcleo de jornalismo para o núcleo artístico. Apresentei muito telejornal, mas nunca imaginei que me sentiria tão bem em um palco, com platéia, apresentando todo tipo de programa de entretenimento, do reality show ao programa de auditório. Hoje, o jornalismo que faço é dentro do conteúdo das minhas entrevistas, nas minhas pesquisas, na forma que abordo um tema no programa e como eu me comunico. Enfim, sempre quis e sempre serei uma jornalista, mas hoje sou extremamente feliz e realizada em poder fazer parte do núcleo artístico como apresentadora. |
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Maria Cândida se considera uma formadora de opinião? Sem dúvida alguma. Todos os dias eu falo diretamente para milhões de telespectadores, muitos deles fiéis que me assistem diariamente, acessam o meu site, mandam comentários em meu blog, lêem as revistas onde tenho a oportunidade de estar. Tenho muita preocupação em ser uma boa formadora de opinião, em levar ao público bons ensinamentos, boas mensagens, de incentivo e do bem. |
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É notável que você está sempre sorrindo, de bem com a vida. Maria Cândida é uma pessoa 100% realizada? Realizada sim, satisfeita jamais! Eu sou uma pessoa otimista, grata e do bem. Por mais que eu esteja mal, levanto a cabeça e bola pra frente. Nada me derruba, sempre fui assim. Sou muito bem-humorada porque adoro a alegria, adoro dar gargalhadas. Acordo feliz e durmo feliz. Sou humana como qualquer outro. É claro que tenho os meus momentos difíceis em que fico triste e choramingando pelos cantos. Sou muito sensível, nada pior para me derrubar do que a maldade, do que ser sacaneada ou enganada. Acho isso coisa de covarde. Estou na melhor fase da minha vida. Tenho uma família maravilhosa, uma carreira sólida e um nome limpo. Tem porque ser uma pessoa triste? |
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Comandar um programa diário requer muita dedicação. É difícil conciliar vida profissional com vida familiar? O programa era ao vivo quando tinha interação com o público. Agora não tem mais. Então decidimos gravar. Gravo uma vez por semana e em outro dia gravo meu programa de música, que eu amo de paixãoooooo. Assim, ficou bem mais fácil. |
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Quando está em casa, que tipo de programa gosta de ver? Vejo tudo. Mas gosto mesmo de filmes. Eu vou para bem longe com um bom filme. |
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Você assiste aos seus programas? Assisto. Vejo posicionamento de câmera, perguntas que eu poderia ter feito de outra forma, enfim, sou muito crítica. Hoje, avalio muito meu desempenho no meu programa de música, que é um talk show de uma hora. |
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De todos seus documentários e reportagens especiais, dá para escolher o mais memorável? Todos têm uma história, difícil escolher apenas um. Os túneis do Vietnã me marcaram muito, a entrevista com o Christopher Reeve três meses antes de ele falecer também foi muito forte. A viagem de Taiwan, grávida de quatro meses foi sensacional. Dormir no deserto do Marrocos, só nos tapetes, com aquele céu cheio de estrelas. Nossa, difícil falar. |
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Sabe-se que, dentre os tantos entrevistados, Christopher Reeve foi o que você mais gostou. O que ele tinha de especial? Sua bondade, dignidade, um ser humano maravilhoso, que fez um trabalho incrível e que me deu o exemplo de como alguém pode ser útil para o mundo. Ele não era um astro de Hollywood, ele era um astro, uma estrela, um ser humano diferente que hoje deve estar brilhando em outra dimensão. |
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Depois de anos de profissão ainda dá aquele friozinho na barriga? Claro, não abro mão do frio na barriga. Tem coisa mais gostosa do que sentir esse friozinho antes? Veja, eu me preocupo muito se vou conseguir fazer o ator ou a atriz relaxar e dar o melhor deles na entrevista. O importante não é fazer as perguntas, mas sim tornar a entrevista agradável. O cara a cara com esses astros já não é nenhuma novidade para mim, foram mais de 200 entrevistas. |
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Qual o preço do fama? Agüentar a maldade de pessoas que te invejam é bem caro. Como disse, sinto pavor de pessoas más e infelizmente quanto mais famoso você se torna, mais gente ruim se aproxima de você querendo te derrubar. Outro preço caro é ver uma nota no jornal contando uma mentira a seu respeito ou sobre seu programa. Sou uma jornalista, sei a importância que tem averiguar a fonte da informação antes de publicar uma notícia. Me explica como um profissional que se diz jornalista pode publicar uma nota sobre mim ou sobre o programa que apresento, sem ao menos averiguar comigo a informação? Isso custa muito caro pra mim. |
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No cinema, quem você gosta de ver atuando? Meryl Streep, Edward Norton, Jack Nickolson, Al Pacino. |
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Maria Cândida tem medo de envelhecer? Tenho medo de não ter saúde. Tenho medo do meu corpo não agüentar o meu pique. Tenho medo de ver meus pais envelhecerem. Mas ainda não bateu o medo em mim de envelhecer no sentido estético da palavra. Por enquanto, não. Eu acredito que a idade faz de nós seres humanos melhores e pessoas com mais inteligência e experiência. |
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